quinta-feira, 17 de maio de 2018

As teorias da aquisição da linguagem


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Jean Piaget quando desenvolveu o método clínico de investigação das idéias das crianças revolucionou o estudo da linguagem, onde esta aquisição não pode ser entendida de forma isolada no desenvolvimento infantil.
Piaget em seus estudos nos ajuda a compreender o desenvolvimento cognitivo, pois considera que as crianças não herdam capacidades mentais prontas, apenas o modo de interação com o ambiente. Desta forma, as atividades intelectuais visam à adaptação do sujeito ao ambiente, sendo uma construção gradativa. Piaget também investigou e procurou compreender o pensamento enquanto uma ação internalizada, onde é usado o mecanismo da assimilação, quando o indivíduo incorpora o objeto enquanto meio de conhecimento, e o da acomodação onde o sujeito transforma sua estrutura anterior para incorporar o objeto já assimilado.
A teoria piagetiana percebe o desenvolvimento cognitivo construído a partir do biológico. Segundo Piaget a inteligência começa a se organizar por meio de uma lógica da ação calcada sobre o biológico (reflexos inatos do bebê), ou seja, para Piaget, os atos biológicos são atos de adaptação ao meio físico.
No que se refere ao desenvolvimento da linguagem Piaget sugere que o desenvolvimento linguístico depende do desenvolvimento da inteligência, tendo sua origem relacionada ao desenvolvimento sensório-motor. Inicialmente com a “pré-linguagem” onde a função simbólica irá aparecer num conjunto de atividades essencialmente sensório-motoras com condutas de transição ou pré-simbólicas que correspondem ao uso convencional dos objetos, aos esquemas simbólicos e ao esboço de aplicação de ações em outros objetos.
Em uma determinada etapa do desenvolvimento infantil, observam-se alguns comportamentos que poderiam ser identificados como uma simples brincadeira. No entanto, trata-se do jogo de faz-de-conta, um brincar ou jogar simbólicos, segundo os estudos de Piaget, o último nível de simbolismo, seria quando este atinge o nível de representação independente, quando a criança consegue transformar um objeto em outro, ou mesmo quando um gesto ou palavras sustentam um fato ausente. Ainda segundo a Teoria de Piaget referente ao desenvolvimento da linguagem, a criança não se prende no que vê, fato que ratifica o papel da linguagem na evolução do brinquedo. Pode-se dizer que a linguagem e o brinquedo desenvolvem-se ao mesmo tempo e influenciam-se reciprocamente.
Conforme Lev Vigotsky, a criança mesmo antes de dominar a linguagem ela apresente capacidade de resolver problemas práticos, de utilizar instrumentos e meios para atingir objetivos, chamando de fase pré-verbal do pensamento.
Embora não domine a linguagem como um sistema simbólico, os pequenos também utilizam manifestações verbais. O choro e o riso têm a função de alívio emocional, mas também servem como meio de contato social e de comunicação. É o que Vygotsky chamou de fase pré-intelectual da linguagem. Essas fases podem ser associadas ao período sensório-motor descrito por Piaget, no qual a ação da criança no mundo é feita por meio de sensações e movimentos, sem a mediação de representações simbólicas.
A principal marca de Vygotsky é o estudo sobre a construção dos significados das palavras conforme sua teoria, surge por volta dos 2 anos de idade, quando a criança passa a dominar a fala e construir seus conceitos sobre os objetos.  É a capacidade humana de unir a linguagem ao pensamento para organizar a realidade, o pensamento deixa de ser biológico,como o dos primatas, para se tornar histórico-social, diferenciando o homem dos outros animais. Enfim o pensamento humano é formado primordialmente pelas aptidões geneticamente determinadas e amadurecidas com base na estimulação ambiental.

Analisando as duas teorias percebo a necessidade de nós professores em ter uma boa formação teórica, para embasar a prática, entender a natureza da língua escrita, como se dá a sua aquisição pela criança, para poder, interferir, mediar e respeitar o processo de construção na fase inicial da aprendizagem, propiciando na sala de aula um ambiente onde essas crianças possam vivenciar situação real de uso da escrita, levando a consumir, produzir e entender sua função e funcionamento.

Referências:
https://moodle.ufrgs.br/mod/resource/view.php?id=1466982
https://moodle.ufrgs.br/mod/resource/view.php?id=1466983

domingo, 3 de dezembro de 2017

Desenvolvimento cognitivo






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   Estudar e conhecer os estádios do desenvolvimento me faz refletir sobre as atitudes e reações das crianças, pois na educação infantil esses estágios são bem marcantes, Piaget explica que a idade que surge cada estágio é própria de cada indivíduo o que ele conseguiu através das pesquisas foi uma média de idade para classificar, sendo que o que se mantém constante é a ordem em que eles acontecem e a idade que ocorrem dependem das experiências anteriores de cada indivíduo e não somente da sua maturação, ainda segundo Piaget são quatro fatores que contribuem para o desenvolvimento cognitivo: 1) Experiência física e lógico-matemática; 2) Transmissão social; 3) Maturação biológica e 4) O equilíbrio entre os 3 fatores anteriores. Assim, o que se torna significativo para o sujeito é sempre uma síntese possibilitada por estes fatores.

Essa teoria se comprova observando meus alunos, pois estão na mesma faixa etária, mas é notável os que são estimulados a conhecer e lhes é permitido descobrir pois o desenvolvimento está em estágios diferente de crianças pouco estimuladas ou sem experiências anteriores. Conhecer os estágios e poder identificá-los em meus alunos me auxilia no planejamento das brincadeiras e das atividades para poder atingir todos apoiando, respeitando e intermediando novos conhecimentos e novos aprendizados

https://image.slidesharecdn.com/des-131027151138-phpapp02/95/desenvolvimento-cognitivo-piaget-8-638.jpg?cb=1382886790

sábado, 2 de dezembro de 2017

Desenvolvimento e aprendizado segundo Piaget


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Segundo Piaget na perspectiva do construtivismo, o conhecimento se dá através da ação do sujeito sobre o objeto, ou seja, o conhecimento humano se constrói na interação homem-meio, sujeito-objeto. Conhecer consiste nas trocas e estímulos com os objetos, esse desenvolvimento possui dois mecanismos opostos, mas complementares, a assimilação e a acomodação entre o indivíduo e os objetos do mundo, por exemplo, a criança aprende a língua e assimila tudo o que ouve, transformando  isso em conhecimento seu, na acomodação a criança que ouve e começa a balbuciar em resposta à conversa ao seu redor gradualmente acomoda os sons que emite àqueles que ouvem, passando a falar de forma compreensível.
Conforme Jean Piaget a psicologia do desenvolvimento é a compreensão das transformações psicológicas que ocorrem ao longo da vida, explicando assim as mudanças e as diferentes fases, caracterizando o comportamento conforme a faixa etária, essas mudanças estão relacionadas à formação da identidade de um indivíduo, o seu entendimento, habilidades físicas e intelectuais, percepção de conceitos, desenvolvimento dos aspectos emocionais e sociais, entre outros. Lembra Piaget que não é possível pular as etapas do desenvolvimento e que o desenvolvimento se dá pela superação de etapas anteriores, sendo que certos estágios podem não ser totalmente alcançados, isso depende das informações encontradas pelo sujeito no meio onde ele vive e através do seu ponto de vista há essa  construção. Explica Piaget a diferença entre desenvolvimento e aprendizagem, para ele o desenvolvimento do conhecimento é um processo espontâneo, diz respeito ao desenvolvimento do corpo, do sistema nervoso e das funções mentais, nas crianças inicia quando nascem e só termina quando atingem a idade adulta, dependendo do  psicológico e biológico de cada indivíduo, por isso a diferença no desenvolvimento entre os indivíduos, pois cada um possui um desenvolvimento individual e é esse cuidado que devemos ter  com nossos alunos respeitando cada um com suas individualidades. A aprendizagem apresenta o caso oposto ao que é espontâneo. Em geral, a aprendizagem é provocada por situações – provocada por um experimentador psicológico; ou por um professor, com referência a algum ponto didático; ou por uma situação externa, ou seja, um processo limitado a um problema ou uma estrutura simples.
Referência:
https://moodle.ufrgs.br/mod/resource/view.php?id=1274964
https://moodle.ufrgs.br/mod/url/view.php?id=1274967

Inclusão sem laudo

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Desde 2007 com a convenção dos direitos das Pessoas com Deficiência o conceito de deficiência passou por importantes mudanças, não se trata mais de uma falha ou defeito no corpo, mas sim o resultado da interação do sujeito com as barreiras encontradas, que pode ser desde a falta de uma rampa a atitudes de uma pessoa, de um grupo ou da sociedade como um todo. A convenção também garante o direito à escolarização em todos os níveis e a Nota Técnica do MEC declara que a exigência de um laudo médico restringe o acesso a esse direito que é universal, por isso o laudo passou a ser somente Documento Acessório.

O percurso de uma pessoa com deficiência em uma escola deverá ser pensada a partir de um conjunto de atividades e recursos denominado AEE (atendimento educacional especializado), onde o eixo é pedagógico e não clínico, onde a articulação entre professor e profissionais da saúde se faz necessária para se compartilhar saberes, dilemas e responsabilidades. A presença de um laudo traz mais informações sobre como o aluno vai se portar em sala de aula e como ocorre seu aprendizado, mas isso não é nem pode ser um currículo, o principal como professores é  prestar atenção individualmente, e isso não é regra só para alunos com deficiência é regra quando se pretende ser um bom professor pois cada um aprende em um ritmo e de um jeito diferente, para que se possa planejar formas de ensino adequadas as necessidades de cada individuo auxiliando e intermediando o aprendizado.

Crocodilos e aveztruzes

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Muitas das nossas atitudes ou as que  deparamos diariamente, são critérios que carregamos pela cultura passada de geração a geração, onde o mundo é portador das mais variadas situações nas relações humanas marcadas pelas diferenças, as  expressões  muitas vezes usadas por costume, sem percebermos o verdadeiro significado e o quanto mal podemos fazer através de palavras, como por exemplo:”cegueta”, “surdinho”, “quatro olhos”..., esses são na verdade sinais de preconceito que pode impedir o “ser diferente” de viver plenamente. Conforme cita Lígia Assumpção Amaral  “...estaríamos muito perto da resposta: a presença de preconceitos e a decorrente discriminação vivida, ainda com mais intensidade, pelos significativamente diferentes, impedindo-os, muitas vezes, de vivenciar não só seus direitos de cidadãos, mas de vivenciar plenamente sua própria infância.” (sobre crocodilos e avestruzes,p12). Estamos acostumados a ver o ser humano, e como professores precisamos ter o cuidado para não usar dessa classificação com nossos alunos, o “tipo ideal”, com características pré estabelecidas, qualquer mudança nesse padrão passa a ser “anormal” e sobre ela cai o preconceito e os mitos sobre as diferenças. Nesse preconceito se misturam emoções, admiração, medo, raiva, repulsa... sentimentos esses que geram comentários ou julgamentos grosseiros como: “é paralítico mas é inteligente”, “é negro mas é trabalhador” “é cego mas têm uma audição privilegiada”, precisamos reconhecer isso como preconceito e refletir sobre o que é normalidade e anormalidade.
As metáforas usadas pela autora dos crocodilos e avestruzes nos remetem a complexidade da atualidade, onde as relações humanas estão em crise e faltam respostas para a diversidade e as diferenças. Ainda vislumbramos ou mesmo tateamos estratégias e modos de conduta ética para lidar com esta realidade e percebemos que esta preocupação tem sido crescente na formação de pessoas voltadas às relações humanas, como é o caso de nós professores. Cabe a nós entendermos as particularidades de cada caso, nem todo aluno com deficiência encontrará o mesmo grau de dificuldades ou terá os mesmos recursos para enfrentá-los. A esse respeito pode-se mencionar o conceito de acessibilidade, que significa tornar acessível.
 Este conceito circula com freqüência entre os deficientes físicos e motores, principalmente no que se refere ao uso de cadeiras de rodas. Fica evidente, que tanto a deficiência física quanto a motora colocam em pauta novas dimensões da existência. Na deficiência física adquirida é requisitada do indivíduo uma adaptação a sua nova condição; e na deficiência motora inata, é requerida, principalmente, uma adaptação do meio social, especialmente da família, às demandas de cuidados deste indivíduo.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) classificou as doenças ou distúrbios e suas implicações na vida dos pacientes em: Deficiência, incapacidade e desvantagem. Assim ficaram formados os conceitos para; Deficiência, a perda ou anormalidade física, psicológica ou anatômica; Incapacidade é a restrição que alguém possui para realizar uma atividade considerada normal para o ser humano; A Desvantagem por sua vez é o prejuízo que um indivíduo tem limitando ou impedindo de realizar atividade ou desempenhar uma função de acordo a idade, sexo, fatores sociais e culturais.
Analisando os conceitos e observando minha escola posso afirmar que não possuímos nenhuma criança que se encaixa no conceito “Deficiência”, já no conceito “incapacidade” acredito que se encaixa como exemplo uma menina que começou na creche com seis meses e teve um retardo no seu desenvolvimento motor, isso fez com que ela ficasse até os dois anos no berçário, pois não sabia engatinhar  e conseqüentemente caminhar, pela falta de alguém que pudesse acompanha - lá caso fosse avançada de turma permaneceu junto com os bebês onde haviam mais profissionais para atender essa faixa etária, com ajuda dos profissionais da saúde e a APAE aos dois anos ela conseguiu restabelecer todos os movimentos e hoje com três anos acompanha seus colegas no maternal II sem nenhuma dificuldade. No conceito desvantagem não posso usar como exemplo nenhuma criança em especial, mas sabemos que existe uma diferença no desenvolvimento de cada uma, por isso em alguma atividade nem todos conseguem realizar, pois ainda estão desenvolvendo noções básicas de tempo e espaço.
Posso afirmar após as leituras e filmes disponibilizados nas aulas  do PEAD que a construção de uma sociedade verdadeiramente inclusiva, passa principalmente pelo cuidado com a linguagem, pois é através dela que ás vezes até involuntariamente expressamos o respeito ou a discriminação em relação às pessoas com diferentes deficiências.

Referência:
AMARAL, Lígia Assumpção. Sobre crocodilos e avestruzes: falando das diferenças físicas, preconceitos e superação. In: AQUINO, Julio Groppa (org.). Diferenças e preconceitos na escola: alternativas teóricas e práticas. São Paulo: Summus, 1998, p. 11-30.


quarta-feira, 29 de novembro de 2017

A sombra desta mangueira


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Segundo Paulo Freire no texto dialogicidade do livro "A sobra desta mangueira", a dialogicidade não pode ser entendida como instrumento usado pelo educador em coerência com sua opção política. A dialogicidade é uma exigência da natureza humana e também um reclamo da opção democrática do educador. Não há comunicação sem diálogo e a comunicação é fator fundamental na vida e no ambiente escolar. O diálogo enquanto princípio metodológico não é uma mera conversa, mas na verdade é peça chave para o entendimento de certas questões.
A experiência dialógica é fundamental para a construção da curiosidade epistemológica. Ambas são construtivas onde a postura crítica que o dialogo implica e a sua preocupação em aprender é a razão do ser do objeto que medeia os sujeitos dialógicos.
Paulo Freire preocupa-se com o fato da crescente distância entre a prática educativa  e o exercício da curiosidade epistemológica, pois teme que a curiosidade alcançada por uma pratica educativa reduzida à pura técnica seja uma curiosidade castrada, a qual não ultrapassa uma posição cientifica diante do mundo, pois segundo ele treinar pessoas para que se adaptem a sua realidade sem protestar é mais fácil, pois protestos agitam, tecem verdades, desassossegam e se movem contra a ordem, contra o silêncio necessário que a produz.
A sombra desta mangueira ressalta ainda que a finitude que somos conscientes e que nos faz seres inseridos na busca de ser mais é ao mesmo tempo vocação e risco de perder o endereço, ou seja a nossa identidade. 

Sendo assim cabe a nós enquanto educadores a responsabilidade na luta ética por uma sociedade mais dialógica, sem medo das consequências, uma luta diária baseada na liberdade, na aceitação do outro e de suas opiniões, nas conquistas, ou seja precisamos aprender a ser e aprender a conviver com respeito e dignidade. 

Educação e racismo

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   O racismo causa efeitos na vida de qualquer ser humano, mas nas crianças esses efeitos são mais marcantes por estarem em processo de formação da própria identidade, estudos revelam que desde muito pequena a criança reconhece as diferenças e por isso a responsabilidade dos adultos para evitar qualquer atitude preconceituosa e a nossa responsabilidade como professores de orientar e educar para o respeito as diferenças, cuidados com o tipo de brinquedos e brincadeiras, com os costumes e na maneira de falar ou no uso de gírias, pois as diferenças devem ser usadas e exploradas para enriquecer nosso conhecimento.
   A realidade da discriminação racial no país faz com que muitas pessoas sejam submetidas, todos os dias, ao ódio e à intolerância, e as crianças estão incluídas nessa discriminação, sabendo que o desenvolvimento da autoestima se dá nos primeiros anos de vida da criança, por meio do modo com que a criança é tratada pela família e também nas relações sociais. Entre os efeitos da discriminação está o sentimento de desvalorização, a rejeição da própria imagem, a inibição e a dificuldade de confiar em si mesma
   O investimento em Educação seria um dos meios mais eficazes para garantir uma mudança real na sociedade com atitudes e posturas como:
*Valorizar e incentivar os alunos a um comportamento respeitoso e sem preconceito em relação à diversidade étnico-racial.
*Ajudar a escola adotar a postura de ensinar sobre a história e a cultura da população negra e sobre como enfrentar o racismo.
*Proporcionar e estimular a convivência de crianças de diferentes raças e etnias nas brincadeiras, nas salas de aula, em casa ou em qualquer outro lugar.

*Não deixar de denunciar. A discriminação é uma violação de direitos

"Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele, por sua origem ou ainda por sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender, e se podem aprender a odiar, elas podem ser ensinadas a amar."