Mostrando postagens com marcador Educação de pessoas com necessidades educacionais especiais. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Educação de pessoas com necessidades educacionais especiais. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 28 de junho de 2019

Inclusão


 Image result for imagens inclusão escolar
Na publicação de novembro de 2017 intitulada “Inclusão” relato sobre as dificuldades encontradas pelos profissionais da educação quando se deparam com crianças especiais em sala de aula, na época eu não possuía nenhuma criança em minha sala e nem mesmo na minha escola, hoje possuo quatro criança com diagnóstico de autismo e uma  com síndrome de dawn, um desafio sentido na pele.
 A inclusão vem fazendo a educação fluir novamente espalhando um novo olhar e uma nova formação para todos que dela participam implicando em mudanças e por uma nova interpretação. As diferenças culturais, raciais , religiosas, enfim toda a diversidade humana tem sido tratada  de maneira mais natural e isso faz com que aprendamos mais do mundo e de nós mesmos.
             Essas mudanças são um desafio, é um tempo de adaptação para as crianças e para nós professores, pois a cobrança por fazer da melhor maneira é algo que move o corpo docente e interfere diretamente na vida das crianças. Nestes casos o apoio da família e da escola é de suma importância para o professor, pois desta maneira é possível um trabalho pedagógico de valia para todas as crianças indiferentes da situação e das dificuldades de aprendizado.

            Ser desafiado a mudanças nos traz aprendizados únicos, pois crianças são únicas e a elas meu respeito e gratidão por me ensinarem sobre o mundo e sobre a vida.

sábado, 2 de dezembro de 2017

Inclusão sem laudo

Resultado de imagem para imagens de inclusão escolar
Desde 2007 com a convenção dos direitos das Pessoas com Deficiência o conceito de deficiência passou por importantes mudanças, não se trata mais de uma falha ou defeito no corpo, mas sim o resultado da interação do sujeito com as barreiras encontradas, que pode ser desde a falta de uma rampa a atitudes de uma pessoa, de um grupo ou da sociedade como um todo. A convenção também garante o direito à escolarização em todos os níveis e a Nota Técnica do MEC declara que a exigência de um laudo médico restringe o acesso a esse direito que é universal, por isso o laudo passou a ser somente Documento Acessório.

O percurso de uma pessoa com deficiência em uma escola deverá ser pensada a partir de um conjunto de atividades e recursos denominado AEE (atendimento educacional especializado), onde o eixo é pedagógico e não clínico, onde a articulação entre professor e profissionais da saúde se faz necessária para se compartilhar saberes, dilemas e responsabilidades. A presença de um laudo traz mais informações sobre como o aluno vai se portar em sala de aula e como ocorre seu aprendizado, mas isso não é nem pode ser um currículo, o principal como professores é  prestar atenção individualmente, e isso não é regra só para alunos com deficiência é regra quando se pretende ser um bom professor pois cada um aprende em um ritmo e de um jeito diferente, para que se possa planejar formas de ensino adequadas as necessidades de cada individuo auxiliando e intermediando o aprendizado.

Crocodilos e aveztruzes

Resultado de imagem para imagens sobre direito de pessoas com necessidades especiais

Muitas das nossas atitudes ou as que  deparamos diariamente, são critérios que carregamos pela cultura passada de geração a geração, onde o mundo é portador das mais variadas situações nas relações humanas marcadas pelas diferenças, as  expressões  muitas vezes usadas por costume, sem percebermos o verdadeiro significado e o quanto mal podemos fazer através de palavras, como por exemplo:”cegueta”, “surdinho”, “quatro olhos”..., esses são na verdade sinais de preconceito que pode impedir o “ser diferente” de viver plenamente. Conforme cita Lígia Assumpção Amaral  “...estaríamos muito perto da resposta: a presença de preconceitos e a decorrente discriminação vivida, ainda com mais intensidade, pelos significativamente diferentes, impedindo-os, muitas vezes, de vivenciar não só seus direitos de cidadãos, mas de vivenciar plenamente sua própria infância.” (sobre crocodilos e avestruzes,p12). Estamos acostumados a ver o ser humano, e como professores precisamos ter o cuidado para não usar dessa classificação com nossos alunos, o “tipo ideal”, com características pré estabelecidas, qualquer mudança nesse padrão passa a ser “anormal” e sobre ela cai o preconceito e os mitos sobre as diferenças. Nesse preconceito se misturam emoções, admiração, medo, raiva, repulsa... sentimentos esses que geram comentários ou julgamentos grosseiros como: “é paralítico mas é inteligente”, “é negro mas é trabalhador” “é cego mas têm uma audição privilegiada”, precisamos reconhecer isso como preconceito e refletir sobre o que é normalidade e anormalidade.
As metáforas usadas pela autora dos crocodilos e avestruzes nos remetem a complexidade da atualidade, onde as relações humanas estão em crise e faltam respostas para a diversidade e as diferenças. Ainda vislumbramos ou mesmo tateamos estratégias e modos de conduta ética para lidar com esta realidade e percebemos que esta preocupação tem sido crescente na formação de pessoas voltadas às relações humanas, como é o caso de nós professores. Cabe a nós entendermos as particularidades de cada caso, nem todo aluno com deficiência encontrará o mesmo grau de dificuldades ou terá os mesmos recursos para enfrentá-los. A esse respeito pode-se mencionar o conceito de acessibilidade, que significa tornar acessível.
 Este conceito circula com freqüência entre os deficientes físicos e motores, principalmente no que se refere ao uso de cadeiras de rodas. Fica evidente, que tanto a deficiência física quanto a motora colocam em pauta novas dimensões da existência. Na deficiência física adquirida é requisitada do indivíduo uma adaptação a sua nova condição; e na deficiência motora inata, é requerida, principalmente, uma adaptação do meio social, especialmente da família, às demandas de cuidados deste indivíduo.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) classificou as doenças ou distúrbios e suas implicações na vida dos pacientes em: Deficiência, incapacidade e desvantagem. Assim ficaram formados os conceitos para; Deficiência, a perda ou anormalidade física, psicológica ou anatômica; Incapacidade é a restrição que alguém possui para realizar uma atividade considerada normal para o ser humano; A Desvantagem por sua vez é o prejuízo que um indivíduo tem limitando ou impedindo de realizar atividade ou desempenhar uma função de acordo a idade, sexo, fatores sociais e culturais.
Analisando os conceitos e observando minha escola posso afirmar que não possuímos nenhuma criança que se encaixa no conceito “Deficiência”, já no conceito “incapacidade” acredito que se encaixa como exemplo uma menina que começou na creche com seis meses e teve um retardo no seu desenvolvimento motor, isso fez com que ela ficasse até os dois anos no berçário, pois não sabia engatinhar  e conseqüentemente caminhar, pela falta de alguém que pudesse acompanha - lá caso fosse avançada de turma permaneceu junto com os bebês onde haviam mais profissionais para atender essa faixa etária, com ajuda dos profissionais da saúde e a APAE aos dois anos ela conseguiu restabelecer todos os movimentos e hoje com três anos acompanha seus colegas no maternal II sem nenhuma dificuldade. No conceito desvantagem não posso usar como exemplo nenhuma criança em especial, mas sabemos que existe uma diferença no desenvolvimento de cada uma, por isso em alguma atividade nem todos conseguem realizar, pois ainda estão desenvolvendo noções básicas de tempo e espaço.
Posso afirmar após as leituras e filmes disponibilizados nas aulas  do PEAD que a construção de uma sociedade verdadeiramente inclusiva, passa principalmente pelo cuidado com a linguagem, pois é através dela que ás vezes até involuntariamente expressamos o respeito ou a discriminação em relação às pessoas com diferentes deficiências.

Referência:
AMARAL, Lígia Assumpção. Sobre crocodilos e avestruzes: falando das diferenças físicas, preconceitos e superação. In: AQUINO, Julio Groppa (org.). Diferenças e preconceitos na escola: alternativas teóricas e práticas. São Paulo: Summus, 1998, p. 11-30.


terça-feira, 21 de novembro de 2017

Inclusão

     
Resultado de imagem para imagem sobre inclusão
     Nossas escolas possuem muitas modalidades de ensino, currículos e muita burocracia, a inclusão vem fazendo a educação fluir novamente espalhando um novo olhar e uma nova formação para todos que dela participam implicando em mudanças e por uma nova interpretação. As diferenças culturais, raciais , religiosas, enfim toda a diversidade humana tem sido tratada  de maneira mais natural e isso faz com que aprendamos mais do mundo e de nós mesmos.

     A inclusão com ou sem laudo ainda causa apreensão entre boa parte dos profissionais da educação, pois ainda falta formação para que se sintam confiantes na realização das atividades sem preconceitos ou diferenças que possam prejudicar a formação dos alunos. Na escola onde atuo não possuímos nenhuma criança com necessidades especiais, alguns casos de crianças com acompanhamento de psicóloga e psicopedagoga onde o motivo maior é comportamento causados por desestrutura familiar e hiperatividade, também nós educadores recebemos apoio e orientação sobre nossa postura e conduta perante essas situações, acredito que esse apoio é fundamental para que possamos desenvolver nossa função da melhor maneira possível ajudando nossas crianças que também sofrem por serem assim.