domingo, 29 de outubro de 2017

A educação e as mudanças

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Várias mudanças de comportamento e na cultura podem ser observadas com o passar dos anos, na educação essa mudança é muito visível, ainda não é a ideal, mas estamos caminhando nesse sentido, pois se analisarmos a conduta e postura do professor perante os alunos onde o autoritarismo e a postura enérgica passam a dar espaço ao diálogo e respeito mútuo. Ao tratar a diversidade com respeito estamos dando aos alunos o direito de serem eles mesmos e não um rótulo criado para agradar professor, pais e a sociedade.
Conforme o texto “Um olhar sobre a educação moderna no século XXI” o desencontro entre a realidade vivida dentro das escolas e a sociedade que se mantém em transformações diárias interfere nessa relação, a escola deveria ser um espaço de cruzamento de culturas, onde novas práticas culturais fossem criadas e compartilhadas, dando a cada indivíduo respeito e significado. Os alunos estão passando por uma transformação influenciados pela mídia e pela tecnologia, uma mudança drástica perante as outras gerações, para isso é necessário a mudança na educação e na forma de ensinar, pois mudou a forma que os alunos vêem o ambiente educacional no qual ele está inserido.
O desafio hoje é a interpretação do mundo em que se vive. Nosso país ao longo de sua existência desenvolveu grupos com diferentes características físicas em relação a cor da pele, cabelo, traços que diferenciam as etnias, as leis indicam igualdade, mas na prática existe uma distância entre lei e realidade. Podemos dar o primeiro passo usando de nossa escolha profissional para começar trabalhar a igualdade e o respeito dentro de nossas escolas, ensinar direitos, mas também conscientizar de deveres. A dificuldade está em aceitarmos que um pensamento formado a muitas décadas precisa de tempo e paciência para ser mudado para que possamos formar novas idéias, novos conhecimentos, como por exemplo entender a diversidade de identidades que existente no Brasil,muitas vezes não sabemos como lidar com tanta diversidade, é preciso ter cautela ao se posicionar perante uma situação, o principal é sabermos respeitar cada aluno conforme sua cultura e suas escolhas.

https://moodle.ufrgs.br/mod/resource/view.php?id=1300509

sábado, 28 de outubro de 2017

Minha Escola,a Cultura e a Sociedade

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 Um dos motivos que as aulas da PEAD me levam a refletir é sobre o meu meio de convívio e a educação como um todo, a maneira que estabelecemos as relações entre escola, cultura e sociedade. O Brasil é um país gigante em diversidade cultural, e a escola dificilmente consegue contemplar com a atenção devida em função do sistema que rege e a falta de material e preparo para tamanha demanda.

Trabalho com educação Infantil onde na maioria das vezes a diversidade não está nos planos de trabalho, mas é possível abranger esse assunto de maneiras simples através de histórias infantis que já encontramos em outras versões além das originais, com uma visão diferente dos contos de fadas ou de músicas e histórias carregadas de preconceito. Mudanças precisam surgir na cultura escolar para que haja  as mudanças nos alunos como Candau afirma  “o que precisa ser mudado não é a cultura do aluno e sim a da escola”.

Na escola onde atuo não tenho acompanhado muitos casos de preconceito envolvendo os alunos, mas por outro lado a escola como instituição é muitas vezes excluída pela comunidade e pelo poder público. Pois é uma das primeiras escolas construídas no município e se localiza no bairro pobre da cidade, por muitas vezes as vagas são oferecidas aos pais, mas eles preferem não trazer os filhos por ser a escola conhecida como “escola velha”, já a poucos anos foi construída no mesmo bairro outra escola de educação infantil, uma escola modelo com uma infra estrutura admirável onde as diferenças são visíveis causando aprovação por todas as classes sociais. O trabalho pedagógico e os cuidados oferecidos em ambas as escolas não são a base para a escolha dos pais e isso é reflexo da parte triste que sobrou da nossa cultura e do sistema.

https://moodle.ufrgs.br/pluginfile.php/2133517/mod_resource/content/1/SOCIEDADE%2C%20COTIDIANO%20ESCOLAR%20E%20CULTURA%28S%29%20UMA%20APROXIMA%C3%87%C3%83O.pdf


quinta-feira, 13 de julho de 2017

Professor reflexivo


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      Professor reflexivo  é pensar naquilo que se faz e naquilo que se pratica as vezes exigindo mudança de postura, analisando a nossa forma de atuar.As aulas da PEAD tem me ajudado muito nessa mudança de comportamento pessoal e profissional, onde tenho procurado um equilíbrio entre a reflexão e a rotina, entre as atitudes e o pensamento, pois a educação não é a execução de receitas, mas é uma interação entre a pessoa do professor e a pessoa do aluno, entre a instituição escola e a sociedade.
   Visando uma boa qualidade educacional necessitamos como professores refletir sobre nossas práticas, e o blog tem me ajudado nessas reflexões, pois é no momento em que registro os aprendizados e que reflito sobre minha atuação, o que posso mudar e melhorar para complementar minha atuação e mediar o aprendizado dos meus alunos.

        Ser reflexivo envolve pensar, investigar, buscar conhecer o desconhecido e não fazer as coisas no “modo automático”. Tanto os professores como os alunos precisam ser reflexivos, assim  cita  Isabel Alarcão  “Enquanto que os professores são adultos e, portanto, em princípio autônomos, isto é, capazes de gerir a sua atividade (incluindo a sua formação), os alunos estão ainda em processo de autonomização e precisam de ser ajudados neste processo pelos professores, sendo, portanto, a autonomia simultaneamente objetivo e processo”.

quarta-feira, 12 de julho de 2017

O desafio de trabalhar em grupo

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 Minha área de atuação é a Educação Infantil, porém o Projeto de Aprendizagem trabalhei juntamente com a professora titular com uma turma de quarto ano, esse trabalho me colocou perante situações bem diferentes das que costumo vivenciar diariamente, as diferenças individuais são mais visíveis, a diversidade em sala de aula é um desafio diário para os professores e essas diferenças influenciam no processo ensino e aprendizagem, é necessário que o professor saiba se posicionar perante esse desafio transformando as diferenças em aprendizado mútuo e troca de saberes.

     A maior dificuldade que percebi no trabalho em grupo foi o medo e a vergonha que as crianças possuem para se expressar, pois este não é um hábito natural da educação, infelizmente o professor ainda é visto como dono da verdade e dos saberes por isso o medo em colocarem suas idéias e de não ser aceita, uma frase dita por uma das alunas expressa bem essa insegurança: “não falo porque tenho medo que me achem burra”, é muito triste ouvir isso, mas ao mesmo tempo desafiador, é necessário sair do comodismo e mudar a educação, respeitando os alunos como seres pensantes, acredito trabalhar com Projetos é uma maneira de começar mudar a forma de trabalhar na educação.

Analisando o Projeto de Aprendizagem


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Esta é a primeira análise feita em grupo sobre os Projetos de Aprendizagem: A educação tem passado por inúmeras mudanças e estamos tomando consciência de muitos equívocos, por exemplo:que no ensino tudo passa pelas mãos do professor, como se ele pudesse dispor de um conhecimento único e verdadeiro que os alunos não possuem e, ainda, na maioria das escolas, não possuem o direito de qualquer escolha, são submissos as regras impostas pelo sistema. Este é só um exemplo de equívoco que que queremos superar.
Os projetos de aprendizagem(PA) podem ser uma atividade ou uma metodologia diferenciada de trabalho a ser desenvolvido em sala de aula. Diferem dos projetos de pesquisa, uma vez que o tema a ser estudado vem dos alunos e nunca do professor. O professor deve deixar o papel de “transmissor de conteúdos” para se transformar em um pesquisador e o aluno por sua vez passa a ser o sujeito do processo ensino aprendizagem. O que vamos construir junto com os alunos um projeto de aprendizagem.
                Bem diferente de aplicar um projeto de estudos, ou uma sequência didática interdisciplinar, onde temos o “controle” do que e como vamos trabalhar, no projeto de interdisciplinar, o percurso não está mais em nossas mãos. E esse é o maior desafio. Primeiro porque nós, professores, não estamos acostumados e pouco preparados para compartilhar as decisões sobre nosso trabalho com nossos alunos. Também é desafiador porque aos próprios alunos dificilmente foi dada a oportunidade de refletirem e expressarem sobre o que querem aprender, e mais difícil ainda: buscarem juntos o conhecimento que almejam encontrar.


Conflitos na educação infantil


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A escola deve ser pensada como um espaço onde se constrói de diferentes maneiras as relações interpessoais e pedagógicas dando sentido a esse espaço, criando  um lugar de oportunidade e de limites, onde se exerce a cidadania com a consciência de direitos e deveres individuais e coletivos. Na educação infantil, minha área de atuação, as crianças passam na maioria das vezes mais tempo na escola do que com sua família, onde convivem com adultos, mas também com seus pares, e neste ambiente, muitas vezes nos deparamos com diversas situações de conflito, violência e desrespeito provocados pela desestrutura familiar, falta de atenção dos pais, reprodução de atitudes presenciadas, tentativa de chamar a atenção do outro etc.
Neste sentido alguns pesquisadores caracterizam a agressão de três formas: “a agressão instrumental: empregada para obter ou reter um brinquedo ou outro objeto qualquer; a agressão reativa: a retaliação raivosa em função de um ato intencional ou acidental; a agressão ameaçadora: um ataque de agressão espontâneo” (BERGER, 2003, p. 202, grifo do autor).

Os conflitos na educação infantil são considerados normais no cotidiano e necessário para o desenvolvimento e cabe a nós professores atuarmos como mediadores nesta situação propondo alternativas e promovendo relações cooperativas entre elas, incentivando a participarem da resolução do conflito ouvindo e respeitando o outro. O lúdico e os jogos são instrumentos para  lidarmos com a agressividade, pois por meio dele a criança brinca e, dentro desse mundo imaginário do brincar, podem ser construídas atitudes positivas, criatividade estimulada, podendo transformar a realidade.

Um bom gestor e a democracia

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        Atualmente, a expressão gestão escolar democrática, representa uma mudança radical de postura, um novo enfoque de organização, pautado pelos princípios de participação, de autonomia e de responsabilidade. Essa  mudança esta embasada em leis que determinam a consolidação da mesma, conforme  determina o inciso IV do art.206 da Constituição Federal promulgada em dezembro de 1988: “a gestão democrática na forma de Lei”. Na década de 90, esse princípio foi reforçado com a promulgação da nova LDB - Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – Lei 9394/96, que estabelece em seu art. 3º, inciso VIII, que um dos princípios que deve reger o ensino é a gestão democrática.
Esse novo enfoque de gestão democrática traz consigo o conceito de liderança indispensável a um bom gestor, este que é o responsável por despertar o potencial de cada pessoa que faz parte da instituição, transformando a escola em um espaço onde todos cooperam, aprendem e ensinam o tempo todo. O papel que o diretor desempenha é fundamental, pois ele pode facilitar ou dificultar o andamento da escola.

As escolas necessitam de gestores capazes de trabalhar facilitando a resolução de problemas e o trabalho em grupo com toda comunidade escolar, delegando autoridade e dividindo o poder. Somente seguindo esse processo de envolvimento da comunidade escolar, das partes interessadas é que se daria a formação de uma equipe diretiva, uma gestão escolar, realmente democrática, capaz de concretizar transformações na sociedade.