terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Ciências uma nova cultura

    
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   Ciências é um campo privilegiado para o desenvolvimento de conhecimentos que preparam para a vida, nos ajudam a resolver problemas, analisar situações e informações e a tomar decisões.
   As ciências na educação infantil, minha área de atuação, deve levar as crianças ao encontro do desconhecido e a viajarem nesse mundo de descobertas. É preciso mudar o conceito de que para fazer ciências é preciso estar em um laboratório, crianças e adultos aprendem ciências na escola, na interação com o mundo, em um passeio na pracinha e até mesmo em uma brincadeira, todos esses conhecimentos e descobertas adquiridos agregam aprendizados para o futuro.

   Ciências é buscar a verdade no mundo, e esta busca é iniciada com perguntas, por curiosidades, muitas vezes sem respostas. Se quisermos formar uma geração de pessoas atuantes, produtivas e criativas é preciso olhar para o ensino de ciências como um espaço para uma nova cultura, abrindo espaço e dimensões de educação em ciências, ou por meio das ciências.

Fotografias e seus sentidos

    
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    O tempo e o espaço são variáveis por isso são diferentes em nossas reflexões, a fotografia é um recorte de tempo e espaço, porque diz respeito ao que é visível e refere ao passado.
       Durante as aulas e o os questionamentos do professor passei a prestar mais atenção no que as fotografias representam em nossas vidas e percebi que as fotografias não são suficientes e capazes de representar o tempo, ela aponta para um determinado momento, mas o faz, como sugere Barthes (1984, p. 28-29 e 53-54), mortificando-o, como um ídolo que se oferece à contemplação, estático, para fazer lembrar daquilo que não está presente, apenas fixa um momento a ser lembrado.

     Em minha atuação com crianças de três a quatro anos observei o quanto a fotografia está relacionada com a imaginação, tanto de quem fez como de quem aprecia, não só com o que está registrado na imagem, mas com todo o contexto, e do poder de manipulação que há em uma imagem, por isso do cuidado que devemos ter quando usamos imagens na educação, pois podemos forjar opiniões. Em um mundo rodeado por imagens, o fundamental é saber interpretá-las, de modo que ao observar, o indivíduo seja capaz de desvendar seus vários sentidos.

sábado, 14 de janeiro de 2017

Espaço e forma na educação infantil




Minha turma de MAT II, E.M.E.I Um Pedacinho de Céu.

     Minha turma é composta por crianças de três a quatro anos, e tenho tido como experiência, que ensinar noções básicas de matemática fica muito fácil nessa idade pois, elas possuem muita curiosidade em descobrir e investigar.     Para trabalhar forma e espaço, ou seja, para mostrar que os objetos e o mundo que nos cerca possui uma forma própria, é possível iniciar mostrando os lugares, como nossa sala, nossa pracinha, nosso bairro....,sempre apresentando desafios para as crianças, despertando o interesse e o  aprendizado com novas experiências, deslocar e construir são ações muito importantes, levar as crianças a adquirir um controle maior sobre seus atos, de forma que quando surgir um problema de natureza espacial possam resolver.
     Com meus alunos não tenho interesse em passar conceitos geométricos, mas é através da brincadeira e a oportunidade dada a eles de observarem o que fazem e descreverem ou representarem que surge o aprendizado, percebo também que além da coordenação motora e do esquema corporal é possível levar os pequenos a evoluir a percepção de deslocamento, construindo a noção de ponto de referência enquanto brincam rolando, andando agachado, se arrastando ou pulando, explorando o espaço e descobrindo novos caminhos para chegar ao mesmo lugar. O matemático francês Henri Poincaré (1854-1912) já dizia "para um sujeito imóvel não há espaço nem geometria",
o que ajuda a ressaltar a importância do movimento nessa fase do desenvolvimento infantil. É dando lugar a situações que exijam que as crianças utilizem saberes prévios antes de construir novos que surgem aprendizados efetivos e de valor.



segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Jogos digitais e a educação infantil

    
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   Hoje é evidente a relação que as crianças possuem com os computadores, videogames, celulares e outros meios, e como utilizam de forma natural, sem medo e com muita curiosidade. Dependendo do jogo além de brincar a criança desenvolve o raciocínio lógico, a autonomia, a motricidade, vocabulário e o desafio que os jogos proporcionam para o aprendizado. Perante todas essas tecnologias entra a importância de nós professores em conhecermos e termos contato com esse mundo tecnológico que aos poucos vai se tornando prioridade no mundo moderno, o nosso papel é estimular e gerenciar esse processo de aprendizagem.

     Em nossas escolas públicas a tecnologia ainda está muito defasada, na educação infantil ainda nem chegou, mas o que percebo com meus alunos é que a maioria já possui conhecimento e acesso aos jogos digitais, e nas aulas de “Representação do mundo pela matemática”, trabalhamos com adaptações dos jogos digitais para nossas crianças conforme suas idades, descobri através das atividades realizadas a importância de apresentar algo novo a eles, e a necessidade de se planejar um jogo e o quanto podemos conhecer as nossas crianças através de atitudes e comportamentos enquanto brincam, através dos jogos adaptados é possível trabalhar vários conceitos de matemática, português e outras matérias, sem traumas e com muita diversão e novas descobertas.

O lúdico e a matemática


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     Na educação infantil onde o lúdico é nossa principal ferramenta, me identifiquei com as palavras da Dra. Ana Ruth Starepravo, “Muitas crianças repetem bem os procedimentos que aprendem, mas não têm compreensão do conceito”, diz. “O jogo é uma atividade propícia para introduzir o trabalho com campos conceituais com os mais velhos, pois nele a criança geralmente está livre das exigências habituais e pode se valer de todo tipo de procedimento.” O jogo e as brincadeiras facilitam o aprendizado, pois não possuem regras prontas.

     No brincar a criança tem o primeiro contato com a linguagem da matemática, como a passagem do tempo, pesado e leve e outros conceitos, pois essas atividades estão presentes no cotidiano e na vida das crianças. Trabalhar com o entendimento das crianças sobre a resolução de problemas na educação infantil é imprescindível para que essas crianças não cheguem ao ensino fundamental com dificuldades na matemática. Não ensinamos para crianças de quatro anos operações usando a tabuada, mas é possível dividir quatro biscoitos entre dois colegas, assim essa tarefa fica fácil de ser entendida e cumprida. A nós professores cabe mediar às crianças nesse processo, valorizando a participação, questionando, desafiando e respeitando o tempo de aprendizado de cada um. Mas é importante lembrar que estimular o raciocínio lógico-matemático é muito mais do que ensinar matemática é estimular o desenvolvimento mental, é fazer pensar.

 Referências:
docslide.com.br › Documents

Espaço e forma


    
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Na Educação Infantil, minha área de atuação, fica muito mais fácil trabalhar noções básicas de matemática e geometria, quando fizemos proveito das curiosidades naturais das crianças.
     Conforme estudos de Pires, Curi e Campos (2001) as principais habilidades geométricas que devem ser desenvolvidas na Educação Infantil estão a lateralização e a lateralidade, pois segundo as autoras a criança  desenvolve a orientação espacial a partir de relações com seu próprio corpo tomando a si mesma como ponto de referência.Outro conteúdo que é muito interessante trabalhar com os pequenos é forma e espaço, onde as experiências com o mundo ao nosso redor deve ser o ponto de partida para esse aprendizado, é possível começar de forma simples como observar a forma dos objetos, lugares, bairro,o caminho de casa até a escolinha...apresentando desafios para a turma, como diz a consultora Priscila Monteiro: . "Um trabalho intencional com a matemática contribui para elaborar e sistematizar esses novos conhecimentos"
Para a compreensão de mundo é necessário entender o Espaço e a Forma, o cuidado que temos que ter como professores é a escolha da metodologia a ser utilizada, envolvendo as crianças nas atividades e fazendo do aprendizado algo interessante e marcante na vida das crianças.

Referências bibliográficas:
Pires, C. M. C.; Curi, E.; Campos, T. M. M. Espaço e forma: a construção de noções geométricas pelas crianças das quatro séries iniciais do ensino fundamental.São Paulo, Proem, 2001.

http://educarparacrescer.abril.com.br/aprendizagem/materias_296391.shtml

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Matemática na Educação Infantil????

    

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      O curso de pedagogia tem me revelado agradáveis surpresas, como esta: é possível e necessário ensinar matemática na Educação Infantil e mais, que é possível amar a matemática quando adultos dependendo da forma que ela nos for apresentada quando crianças.
     Tendo em vista que na Educação Infantil os alunos estão na fase lúdica, na qual é seu direito brincar, as aulas de matemática também devem ser apresentadas com jogos, fábulas, problemas e experimentos, tudo de maneira muito simples, o que precisamos entender é que a criança não precisa primeiro aprender a ler e escrever para depois explorar situações de matemática.Não faz mais sentido o trabalho de preencher folhinhas ou marcar quantidade de objetos em um quadrinho,em estudos de neurociências e matemática, Whyte e Bull (2008)demonstram que as crianças são capazes de desenvolver conhecimentos matemáticos muito antes de escolarização e que as que jogam compreendem melhor o universo dos números. O direito  a esse desenvolvimento de novos conhecimentos nas crianças, só depende de nós sairmos do comodismo e planejarmos aulas que despertem curiosidade e entusiasmo.


Fonte: WHYTE, J.C.; BULL, R. Number games, magnitude representation, and basic number skills in preschoolers. Developmental Psychology, n. 44, p. 588-596, 2008.