quarta-feira, 27 de junho de 2018

Escolas democráticas


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 Nossas escolas e a educação como um todo tem passado por mudanças significativas, mas muito ainda necessita ser mudado, o curta “Escolas democráticas” nos apresenta uma forma de ensino nada democrática, e são vestígios desse modelo de educação que muitas vezes nos deparamos em nossas escolas.
Rubens Alves nos mostra como escolas podem ser gaiolas ou asas,onde o aluno é comparado a um pássaro em uma gaiola, que não possui liberdade de pensar.  Ao professor cabe mostrar aos alunos que eles são capazes de voar, provocando a curiosidade e desenvolvendo nas crianças o desejo de aprender.
“Há escolas que são gaiolas e há escolas que são asas.
Escolas que são gaiolas existem para que os pássaros desaprendam a arte do vôo. Pássaros engaiolados são pássaros sob controle. Engaiolados, o seu dono pode levá-los para onde quiser. Pássaros engaiolados sempre têm um dono. Deixaram de ser pássaros. Porque a essência dos pássaros é o vôo.
Escolas que são asas não amam pássaros engaiolados. O que elas amam são pássaros em vôo. Existem para dar aos pássaros coragem para voar. Ensinar o vôo, isso elas não podem fazer, porque o vôo já nasce dentro dos pássaros. O vôo não pode ser ensinado. Só pode ser encorajado.”Rubens Alves.
Seguindo este mesma teoria sobre aprendizado, Becker apresenta a importância de mudar nossas escolas e da necessidade dos resultados em se ter mais laboratórios e menos auditórios, uma visão totalmente oposta do curta “Escolas Democráticas”, onde o aluno passaria de repetidor para criador levando em conta as vantagens que a educação teria, pois em auditórios se transmite o que já sabemos o que já foi conquistado e nos laboratórios se investe na intuição e nas experiências. Becker também fala dos verbos que são privilegiados nas escolas, também único método usado na escola exemplo do curta, que são “copiar e repetir” e que hoje devido o acesso a informática têm mudado por “recortar e copiar,” os laboratórios defendidos por Becker ajudariam em mudar essa realidade para verbos como: “interagir,experimentar, perguntar, transformar, inventar ....”, fala-se tanto em impor limites mas não se permite ultrapassar limites,professores capacitados e decididos a sair do comodismo fariam dos laboratórios uma extensão da sua sala de aula e teríamos escolas capazes de proporcionar aos alunos uma educação de qualidade.

Referência:
http://www.raiz.org.br/media/uploads/2016/07/30/13867107_1164045980304969_1903791038_n.jpg

Qualificar a escrita


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Não basta saber ler que 'Eva viu a uva'. É preciso compreender qual a posição que Eva ocupa no seu contexto social, quem trabalha para produzir a uva e quem lucra com esse trabalho.”
Paulo Freire
    A proposta da atividade do Seminário Integrador “qualificar a escrita acadêmica”,tem muito sentido com as palavras de Paulo Freire, é necessário ter um bom raciocínio e a compreensão sobre o assunto discutido para que possamos nos posicionar, argumentar e escrever de forma clara um texto que venha a construir na vida do leitor
   Minha área de atuação é a educação infantil por isso não trabalho diretamente com textos e com escritas, mas percebo que algumas coisas são fundamentais para que se possa “escrever bem”, a primeira é escrever diariamente assim aprendemos novas técnicas e passamos a dar mais atenção a alguns detalhes que normalmente passavam despercebidos.   Outro hábito importante é o da leitura, pois quando você lê, adquire vocabulário e, portanto, a escrita se torna mais fácil, pois terá mais opções de palavras ao escrever. Consequentemente, seu texto se tornará de fácil leitura, pois não terá termos ou idéias repetidas.

              Aprender é uma arte constante e necessária!!!!

Referência imagem:
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domingo, 24 de junho de 2018

Alfabetização e Empowerment Político

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     O texto “Alfabetização e a pedagogia do empowerment político”, de Henry A. Giroux, traz algumas ideias de Gramsci, colocando a função da alfabetização em dois polos: um em favor do empoderamento individual e social, o qual ele chama de empowerment, e o outro em favor da perpetuação das relações de dominação e repressão. Gramsci defende a ideia de que devesse lutar pela alfabetização, a fim de ampliar as possibilidades de vida e liberdades humanas, de modo a permitir que as pessoas participem e compreendam a transformação de sua sociedade.
    A alfabetização é, ou melhor, deveria ser um combate a dominação, mas a forma como é tratada/trabalhada, vem de uma perspectiva funcional, de acordo com os interesses políticos da classe dominante, de modo a continuar reproduzindo e mantendo o modelo de sociedade que conhecemos: classe dominante e classe dominada. De que forma? Educando crianças oriundas da classe trabalhadora com habilidades de leitura e escrita que apenas os tornem funcionais.
    A alfabetização deve fazer parte de um projeto político e de uma prática pedagógica que traga esperança e transformação para os que lutam por um futuro melhor, dando voz e vez àqueles que tem sido marginalizado e silenciado pelas escolas, pelos meios de comunicação de massa, pela indústria cultural e pela cultura televisiva a fim de que exijam a autoria da própria vida.
    Paulo freire muito se preocupou com a educação emancipadora, isto é, educação além da leitura e da escrita e que permita a homens e mulheres compreender e transformar suas experiências pessoais e reconstituir sua relação com a sociedade mais ampla, isto é, linguagem é poder. Conforme o texto, para Paulo Freire, “a alfabetização é parte do processo pelo qual alguém se torna autocrítico a respeito da natureza historicamente construída de sua própria experiência. Ser capaz de nomear a própria experiência é parte do que significa "ler" o mundo e começar a compreender a natureza política dos limites bem como das possibilidades que caracterizam a sociedade mais ampla”.
      A alfabetização é libertadora e transformadora, na linguagem de Paulo Freire. Por isso, deve-se deixar de lado a questão do conteúdo como a verdade conhecimento, parar de reproduzir conteúdo aos alunos que passivamente o recebem. Conhecimento se produz na interação entre professor e aluno, de forma a empower os alunos como cidadãos críticos e ativos, do contrário, se está silenciando e marginalizando os alunos.
     Outra crítica importante que a educação libertadora e transformadora faz é em relação ao currículo, que se constroi nos moldes que sempre acabam favorecendo um determinado grupo situado nas relações de poder. É por isso que deve ser examinado criticamente a fim de desenvolver condições pedagógicas nas suas salas de aula que permitam que as diversas vozes dos alunos sejam ouvidas e legitimadas. Outro ponto importante do currículo é que ele deve valorizar as experiências dos alunos e usá-la como ponto de partida para os problemas e necessidades dos próprios alunos, estimulando-os a afirmar, contar e recontar suas narrativas pessoais pelo exercício de suas próprias vozes. Isso é empowerment, tanto de alunos, como de professores.
     Nenhuma atividade educativa é destituída de intencionalidade e, por isso, está sempre agregada ao modelo de homem e sociedade a que se quer servir ou transformar. Tanto mais se percebe essa intencionalidade quando se refere à alfabetização e mais ainda a alfabetização de jovens e adultos.
    Os dados do IBGE apontam que o Brasil ainda tem 7,8% de sua população maior de 15 anos sem ser alfabetizada. Isso equivale a aproximadamente 16 milhões de pessoas que não sabem ler ou escrever um bilhete. E quando os dados referentes aos que concluíram o 4° ano, a população com baixa escolaridade passa para 33 milhões de pessoas. O que mais preocupa diante dos dados é que, embora a maior parte da população analfabeta esteja na população acima de 60 anos, o que se deve a fatores históricos de dificuldade de acesso à escola, na população entre 15 e 29 anos a taxa ainda beira os 7%. E muitos desses jovens passaram pela escola, (mesmo que por pouco tempo e dela saíram sem se apropriar da aprendizagem que é a mais importante no contexto escolar.
    Dentro desse contexto, que não difere muito daquele em que Paulo Freire construiu suas concepções de alfabetização e educação, Henry Geraix no texto “Alfabetização como prática cultural” estabelece algumas reflexões sobre as ideias que cercam os processos de alfabetização.  O autor estabelece as características de uma alfabetização funcional e aquela que esse denomina alfabetização crítica.
     A alfabetização funcional é aquela que atende ao mercado de trabalho e de consumo pois está “destinada a iniciar os pobres, os desprivilegiados e as minorias na lógica de uma tradição cultural unitária e dominante”. Isto é, através da alfabetização o sujeito terá acesso aos conhecimentos “socialmente” aceitos em detrimento aqueles próprios de seu ambiente “iletrado”. Dentro dessa concepção de alfabetização, o analfabetismo está, além de não saber ler e escrever, “é também um indicador cultural para nomear formas de diferença dentro da lógica da teoria da privação cultural”.Na alfabetização crítica, ao contrário, deve-se buscar a “leitura da palavra do mundo” não apenas para a compreensão da realidade em que o sujeito vive e as relações que nela se estabelecem, mas também para, se apropriando de sua história, (re) construir essa realidade.
    Nessa concepção de educação, educação educando se comprometem com a aprendizagem, já que a relação não se dá entre quem sabe e quem não sabe, mas entre aqueles que possuem saberes diferentes. Se estabelece então aquilo que Paulo Freire considera condição essencial, para a prática educativa: a relação dialoga entre os sujeitos e entre esses e o conhecimento. Conhecimento, esse, que deve levar à compreensão da realidade e não aqueles ditos saberes cultos desvinculados do mundo real e da vida do sujeito. Entende-se então que a alfabetização não tem como objetivo a emancipação do sujeito, ela deve levar os sujeitos a se engajarem na luta pela construção de possibilidades de vida e liberdade para todos. “Ser alfabetizado não é ser livre; é estar presente e ativo na luta pela reivindicação da própria voz, da própria voz, da própria história”. Para o autor, dentro da perspectiva da alfabetização crítica o analfabetização é compreendido muito além da incapacidade funcional de ler e escrever, analfabeto compreende também a incapacidade de ler o mundo, as relações de poder e exploração que nele se estabelecem e o papel que desempenham nessas relações.
    Exemplificando: Muitos de nós somos capazes de identificar a violência como um grave problema social, especialmente nos centros urbanos. E apontamos como causas a “desestruturação familiar” a drogadição, a pobreza, a falta de valores. Mas temos dificuldade em nos dar conta que nossa intenção de impor aqueles “valores” que consideramos certo, o nosso modelo de estrutura familiar e de padrão de vida, também estamos sendo violentos. Toda relação em que os saberes de um grupo se sobrepõe ao outro é uma relação de violência.
     Voltando a questão da alfabetização ação crítica, também a relação e construção do currículo deve priorizar práticas pedagógicas nas quais a compreensão da vida de cada um reafirme e aprofunde a necessidade de “os professores e os alunos recuperarem suas próprias vozes de modo que possam tornar a contar e criticar a história que lhes contam em comparação com o que viveram”.

 Fonte:
https://moodle.ufrgs.br/pluginfile.php/2388540/assignsubmission_file/submission_files/1909902/Trabalho%20Eja%202.docx?forcedownload=1
 https://moodle.ufrgs.br/mod/url/view.php?id=1466123
https://moodle.ufrgs.br/mod/url/view.php?id=1466124



Conceitos, funções e desafios do EJA

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https://encrypted-tbn0.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcR3L-su5wSLDILN3n6BEIcDfIQMXo5MXmP-RMuOhWA6aBheEvA2

Este trabalho que segue foi uma proposta de trabalho em grupo, onde foi abordado conceitos, funções, história e desafios do EJA, o resultado foi de muito aprendizado, descobertas e reflexões:
“A EJA surgiu a partir de iniciativas pontuais na tentativa de solucionar os problemas decorrentes do analfabetismo e falta de qualificação da mão de obra necessária ao modo de produção em cada época da história de nosso país, além de ser uma educação compensatória, supletiva e emergencial. Conforme o parecer CNE/CEB 11/2000, as teleconferências e audiências com a presença de representantes do MEC, foram fundamentais para pensar e repensar os principais tópicos da estrutura do mesmo.
As sugestões, as críticas e as propostas foram abundantes e cobriram desde aspectos pontuais até os de fundamentação teórica, além de muito apoio solidário de inúmeros fóruns compromissados com a EJA e de muitos interessados que, por meio de cartas, ofícios e outros meios, quiseram construir com a relatoria um texto que, a múltiplas mãos, respondesse à dignidade do assunto tendo em vista que que o acesso a formas de expressão e de linguagem baseadas na microeletrônica são indispensáveis para uma cidadania contemporânea e até mesmo para o mercado de trabalho em um país historicamente marcado pelo oficial X real, Casa Grande X Senzala, tradicional X moderno, capital X interior, urbano X rural, cosmopolita X provinciano, litoral X sertão, alfabetizados X analfabetos, letrados X iletrados, onde também a habilidade de leitura e escrita ainda não são universalizadas. Além disso, as condições sociais adversas e as sequelas de um passado ainda mais perverso se associam a inadequados fatores administrativos de planejamento e dimensões qualitativas internas à escolarização e, nesta medida, condicionam o sucesso de muitos alunos e, por isso, ainda temos muitos alunos que levam mais que nove anos (tempo mínimo) para concluir o ensino fundamental.
A EJA é uma medida que visa, entre outros aspectos, diminuir a taxa de distorção idade série. A educação escolar possibilita um espaço democrático de conhecimento e de postura tendente a assinalar um projeto de sociedade menos desigual e, num mercado de trabalho onde a exigência do ensino médio vai se impondo, a necessidade do ensino fundamental é uma verdadeira corrida contra um tempo de exclusão não mais tolerável.O EJA possui três funções primordiais: Reparadora,Qualificadora e Equalizadora.Reparadora porque pretende reparar um direito negado, o direito a educação de qualidade, onde pessoas sofrem e são menos favorecidas devido à falta de conhecimentos escolares, acreditando que o retorno ao sistema educacional possibilitara novas oportunidades na sociedade, com uma vida digna e com conhecimentos e igualdade de direitos.
O EJA e a educação escolar como meio imprescindível, mas não único, representam um caminho de aceleração no desenvolvimento do Brasil, que vem se arrastando com essa desigualdade social durante toda a história. A busca por uma sociedade menos desigual é uma das funções da escola democrática que também é um serviço público, por isso é um direito de todos e dever do estado que deve intervir nessa desigualdade com políticas públicas de valia a todos. Conforme o PARECER CNE/CEB 11/2000; “a função reparadora deve ser vista, ao mesmo tempo, como uma oportunidade concreta de presença de jovens e adultos na escola e uma alternativa viável em função das especificidades socioculturais destes segmentos para os quais se espera uma efetiva atuação das políticas sociais. É por isso que a EJA necessita ser pensada como um modelo pedagógico próprio a fim de criar situações pedagógicas e satisfazer necessidades de aprendizagem de jovens e adultos”

 A função equalizadora da EJA é a de dar cobertura a trabalhadores e a tantos outros segmentos sociais, como donas de casa, migrantes, aposentados e encarcerados. A reentrada no sistema educacional dos que tiveram uma interrupção forçada seja pela repetência ou pela evasão, seja pelas desiguais oportunidades de permanência ou outras condições adversas, possui agora através do EJA o direito de restabelecer sua trajetória escolar,essa reparação ainda que tardia possibilita aos indivíduos novas inserções no mundo do trabalho, na vida social, nos espaços da estética e na abertura dos canais de participação. Para tanto, são necessárias mais vagas para estes "novos" alunos e "novas" alunas, demandantes de uma nova oportunidade de equalização.
A EJA é possui também a função qualificadora, tarefa de propiciar a todos a atualização de conhecimentos por toda a vida,dando ao jovem, adultos e idosos a possibilidade de retomar seus potenciais, desenvolver suas habilidades adquiridos na educação extraescolar e na própria vida, possibilitando um nível técnico e profissional mais qualificado. Nesta linha, a educação de jovens e adultos representa uma promessa de efetivar um caminho de desenvolvimento de todas as pessoas, de todas as idades, onde as novas gerações têm muito a aprender.
 O jovem retorna a EJA em uma busca de certificação o que teoricamente o colocaria no mercado de trabalho e teria o seu lugar na sociedade garantido, tendo com isso o resgate da autoestima e passando a ser visto como um cidadão comum, levando em consideração que o adulto já inserido no mundo do trabalho traz consigo uma história mais longa e acumula reflexões sobre o mundo externo.”

Fonte:https://moodle.ufrgs.br/pluginfile.php/2380012/assignsubmission_file/submission_files/1894906/Trabalho%20da%20Eja.docx?forcedownload=


Tecnologia e minhas mudanças como docente e aprendiz

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                       https://encrypted-tbn0.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcTkx04jqKnqSGJ0jadz1FRLVhPYHuaF3e07v_BYaCfixGN9zcK4
Analisando hoje a presença dos meios de comunicação e principalmente das tecnologias e sua influência na educação, nos parece impossível que em um passado não muito distante vivíamos sem o acesso a todas essas informações. Conclui-se assim que hoje a aprendizagem seria totalmente prejudicada sem esses instrumentos. Os avanços tecnológicos tem provocado grande impacto nas instituições de ensino, mudanças em seu comportamento, passando da tranquilidade de um sistema educativo social conservador e estático, para um sistema educativo dinâmico, onde as mudanças no ambiente e na tecnologia obrigam os educadores a obter conhecimentos gerais e específicos para fazer frente à nova realidade.
A rapidez das mudanças tecnológicas do mundo hoje tem impactado a vida cotidiana de todos nós e na área da educação, as tecnologias abrem caminhos para experiências como a educação a distância,(como por exemplo essa oportunidade que estou tendo em cursar uma faculdade através das aulas do PEAD) a formação de comunidades de aprendizagem virtuais e a criação de inúmeros aplicativos, que buscam aumentar o interesse dos alunos pelas disciplinas, diversificar as aulas e reunir conhecimentos em diferentes plataformas.
É preciso entender que empregar a tecnologia em sala de aula não necessariamente implica em mais aprendizado para todos os alunos, as tecnologias podem impactar a melhoria da qualidade de educação dos alunos que já têm desenvolvidas as habilidades de leitura, escrita, cálculo e outras,  no entanto, para alunos com nível precário dessas habilidades e competências, o uso das tecnologias fica restrito essencialmente a redes sociais e entretenimento. Ou seja, Isso não quer dizer que devemos descartar o uso de tecnologias em sala de aula. Ignorar a tecnologia não faz sentido em um mundo no qual ela é parte do dia-a-dia de todos, desde as crianças aos jovens, adultos e idosos de todas as classes sociais. Por isso, devemos entender quais recursos tecnológicos podem ser ferramentas efetivas para apoiar e impactar resultados educacionais de forma ampla.

Quando iniciei minhas aulas no PEAD não posso negar a dificuldade que tive, e ainda tenho, em trabalhar com alguns programas, mas a atenção, cuidado e respeito dos professores fizeram toda a diferença nessa caminhada de aprendizado e descobertas, é neste aprendizado que quero firmar meus passos como docente, onde o respeito aos diferentes níveis de aprendizado com meus alunos, seja o principal e melhor caminho para mediar conhecimentos fazendo a diferença na vida de quem nos usa muitas vezes como referência.

Inovações tecnológicas e a educação


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https://www.moodlelivre.com.br/images/2016/noticias/maio_2016/e-learning_25-min.jpg
A interdisciplina “Educação e Tecnologias da Comunicação e Informação", na atividade 1.1 referente ao vídeo: Helpdesk na Idade Média encontramos essas palavras que muito nos dizem sobre as tecnologias no âmbito escolar e suas transformações que muitas vezes nos passam despercebidas:
“Desde que ingressamos na vida escolar, desde pequenos, experimentamos e vivenciamos a utilização de diversas tecnologias. Dependendo da época - período histórico - que ingressamos, convivemos com tecnologias diversas das de quando crescemos.
Em cada época, novas tecnologias (como o livro na sátira do vídeo) provocam estranhamento e transformações de diversas ordens - cognitivas, afetivas, etc.
Quando pequenos, nem sempre percebemos as tecnologias que estão a nossa volta, justamente porque são objetos, artefatos, instrumentos, ferramentas, etc. de uso cotidiano, como se "sempre estiveram ali onde estão" e "sempre usadas da mesma forma pelas mesmas pessoas"”.

As inovações tecnológicas estão inseridas em nosso cotidiano, e na educação infantil não é diferente, nem poderia ser, pois o mundo hoje gira através da tecnologia e suas constantes mudanças. Quando observo meus alunos de idade entre 3 e 4 anos e sou remetida a poucas lembranças minhas nessa idade, percebo uma mudança de comportamento e conhecimento assustadora, ás vezes penso “não sou desse mundo”, por isso minha preocupação em adquirir e buscar novos conhecimentos, pois se não partir de nós professores a busca fica impossível acompanhar nossos alunos e auxiliar intermediando novos conhecimentos. Acredito que a maior dificuldade encontrada pelos professores não é apenas na metodologia de ensino a ser usada, mas as questões econômicas que afetam diretamente a distribuição das tecnologias, causando uma diferença nos aprendizados conforme a instituição que o aluno frequenta.Quando nos falta tecnologia propriamente dita é possível realizar trabalhos maravilhosos saindo do comodismo e criando e recriando com os ricos matérias disponíveis em nossas escolas.

quinta-feira, 17 de maio de 2018

O desenvolvimento da linguagem na criança















Achei interessante esse gráfico com as fases e o desenvolvimento da linguagem, lembrando sempre que isso não é uma regra e que cada criança é única em seu desenvolvimento e para que esse processo ocorra de forma sadia é preciso respeitar e apoiar incentivando conforme as necessidades.
Aprender a falar é uma das realizações mais importantes e mais visíveis da primeira infância. Em questão de meses, e sem ensino explícito, as crianças passam de palavras hesitantes para frases fluentes, e de um vocabulário reduzido para um vocabulário que aumenta em seis novas palavras por dia. As novas ferramentas da linguagem significam novas oportunidades para a compreensão social, para aprender a respeito do mundo, e para compartilhar experiências, prazeres e necessidades.

O desenvolvimento da linguagem é ainda mais impressionante quando consideramos a natureza do que é aprendido. Pode parecer que as crianças precisem apenas lembrar-se do que ouviram e repeti-lo em algum momento posterior. Mas essa não é a essência da aprendizagem da linguagem, pois se fosse não seríamos comunicadores bem-sucedidos. A comunicação verbal requer produtividade, isto é, a capacidade de criar um número infinito de enunciados que nunca ouvimos antes. Frequentemente, educadores ignoraram as crianças em idade pré-escolar cuja linguagem parece estar mais atrasada do que seu desenvolvimento em outras áreas, argumentando que essas crianças estão “apenas um pouco atrasadas” para falar. As evidências de pesquisa sugerem, ao contrário, que a aquisição da linguagem deve ser tratada como um barômetro importante do sucesso em tarefas integradoras complexas. Embora seja a criança quem deve criar os padrões abstratos a partir dos dados da linguagem, podemos facilitar essa aprendizagem: apresentando exemplos de linguagem que estão de acordo com os recursos perceptivos, sociais e cognitivos da criança; e escolhendo objetivos de aprendizagem que se harmonizam com o curso normal do desenvolvimento.